O período oficial de campanha eleitoral ainda não começou. Portanto, é cedo para cravar cenários, números ou dizer quem está melhor.
Mas política também é feita de leituras do momento. E algumas conversas de rua já permitem observar como determinados nomes começam a ser recebidos pelo eleitor.
Um deles é Raimundo Colombo.
A pergunta que fica é: Colombo vai precisar “gastar tanta sola de sapato” para tornar seu nome conhecido ?
Provavelmente esse não será o principal problema. Colombo possui uma longa trajetória política e é um nome conhecido principalmente em Lages e na serra catarinense.
Quem acompanha política há mais tempo sabe quem ele é e conhece sua passagem por cargos importantes. Por isso, existe o eleitor que já tem uma avaliação positiva e demonstra disposição de votar nele.
Da mesma forma, existe aquele eleitor que já tem uma opinião negativa e diz que não votaria nele de jeito nenhum. É a rejeição, algo natural para qualquer político que tenha ocupado o poder por vários anos.
Talvez a disputa mais interessante esteja justamente entre esses dois grupos.
É o eleitor que ainda está em dúvida.
Também existe uma geração mais jovem que conhece o nome Raimundo Colombo, mas não necessariamente acompanhou de perto seus governos.
É nesse espaço que, conforme a disputa eleitoral for se aproximando, apoiadores, lideranças, redes sociais e estratégias de comunicação poderão ter papel importante.
Colombo talvez não precise gastar tanta energia dizendo quem é.
O desafio poderá ser outro: lembrar o que fez, explicar o que pretende fazer agora e, principalmente, fazer chegar ao eleitor a informação de que seu nome está novamente colocado a disputa cargo deputado federal.
Claro que presença nos bairros, municípios e comunidades continua contando. O contato pessoal ainda tem força na política.
Mas, neste momento, tudo ainda deve ser visto como pré-campanha e leitura de cenário.
Não estamos dizendo que determinado candidato já ganhou espaço ou perdeu votos. Estamos apenas observando os movimentos e aquilo que começa a aparecer nas conversas.
Porque, mesmo antes da campanha começar oficialmente, as ruas já começam a falar.
E quem acompanha política sabe: muitas vezes é nessas primeiras conversas que surgem as pistas do cenário que poderá aparecer mais adiante.
PAPO RETO — leitura política, sem bola de cristal.













