A eleição deste ano pode ser muito mais importante para Lages do que parece. Dependendo de quem sair fortalecido das urnas, as articulações para 2028 podem começar praticamente no dia seguinte à eleição.
Hoje, dois nomes ligados à atual gestão estão na disputa: Lucas Neves e Marcius Machado.
Torço para que os dois consigam a reeleição, pelo bem da Serra Catarinense. Seria uma grande perda para a região ficar sem essa representatividade. Mas, conversando com pessoas nas ruas, em pontos comerciais e observando o que acontece nas redes sociais, percebe-se que um dos nomes enfrenta uma resistência maior do que talvez se imagine.
E não é preciso citar nome.
É só perguntar para as pessoas. Ouvir comerciantes, moradores, lideranças e acompanhar as manifestações nas ruas e nas redes sociais.
Além disso, existe uma concorrência forte dentro do próprio partido, o que pode tornar essa eleição ainda mais decisiva.
Quem conseguir uma boa votação em Lages e garantir a reeleição poderá sair de 2026 muito mais forte politicamente — e, consequentemente, com mais força para sentar à mesa e discutir quem poderá ser o vice em 2028.
Porque, o grupo que hoje administra Lages vai disputar novamente a Prefeitura em 2028, a escolha do vice será uma decisão que não poderá ser tratada de qualquer maneira.
No campo ligado a Lucas Neves, alguns nomes poderiam ser considerados em uma eventual composição.
Maurício Batalha, atual presidente da Câmara, tem experiência política e trânsito institucional.
Outro nome que chama atenção é Cristian Oliveira, secretário de Educação, que vem ganhando espaço dentro da administração e demonstrando conhecimento tanto na gestão de uma das maiores secretarias do município quanto na gestão financeira e de pessoas.
Já no campo ligado a Marcius Machado, surge até o momento o nome de Armando Duarte, coordenador regional de Educação, que também vem realizando um trabalho que chama atenção e conta, politicamente, com a proximidade e o apoio do governador Jorginho Mello.
Mas tudo isso ainda é especulação política.
Primeiro vem 2026.
Depois das urnas, dependendo de quem sair maior, quem sair menor e quem surpreender, o tabuleiro de 2028 poderá começar a ficar muito mais claro.
E tem um detalhe:
Se algum desses nomes não conseguir êxito em 2026, aí nem os “deuses da política” saberiam dizer exatamente o que pode acontecer em Lages.
Porque eleição muda força, muda alianças e, principalmente, muda o tamanho da cadeira onde cada político vai sentar para negociar.
Papo Reto: será que 2026 é, na verdade, o primeiro capítulo da eleição de 2028?













