O papel das mulheres na agricultura catarinense está no centro de uma importante discussão que ganha força no Brasil e no mundo. Em sintonia com a declaração de 2026 como Ano Internacional da Mulher Agricultora pela ONU, um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) busca valorizar quem há décadas contribui para a produção de alimentos e o desenvolvimento das comunidades rurais.
A proposta cria o selo “Mulheres que Alimentam Santa Catarina” e foi protocolada pelo deputado estadual Marcius Machado (PL), a partir de uma sugestão da assessora especial da Casa Civil, Fernanda Cordova.
A iniciativa nasceu da realidade vivida diariamente por milhares de mulheres do campo, que além de participarem da produção agrícola, também administram propriedades, empreendem e ajudam a garantir a renda das famílias rurais.
Filha da agricultura familiar e ex-prefeita de Palmeira, Fernanda Cordova destaca que o projeto busca dar visibilidade a um trabalho que muitas vezes acontece longe dos holofotes, mas que é fundamental para o desenvolvimento do setor.
Além da certificação para produtos oriundos de empreendimentos liderados por mulheres, a proposta prevê ações de incentivo à capacitação, ao empreendedorismo, ao acesso ao crédito e ao fortalecimento da participação feminina em cooperativas e associações.
Para os defensores da proposta, reconhecer o trabalho das mulheres agricultoras é também fortalecer a produção rural, a economia local e o futuro das comunidades catarinenses.
O projeto segue agora para análise nas comissões da Alesc e amplia o debate sobre a valorização das mulheres que ajudam a colocar alimento na mesa de milhões de pessoas todos os dias.
Mais do que uma homenagem, a iniciativa busca reconhecer uma realidade conhecida por quem vive no campo: a força, a dedicação e o protagonismo das mulheres na agricultura catarinense.













