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Comunicação responsável também é uma forma de proteger mulheres

Evento realizado pela Procuradoria Especial da Mulher da Câmara de Lages reuniu comunicadores, autoridades e população para discutir como casos de violência contra a mulher devem ser tratados pela imprensa.


A Câmara de Lages recebeu, na noite de 9 de setembro, o evento “Informar para Proteger”, promovido pela Procuradoria Especial da Mulher. A iniciativa colocou em debate um tema cada vez mais importante: como comunicar casos de violência contra a mulher sem expor, culpar ou revitimizar as vítimas e seus familiares.
O encontro foi conduzido pelas vereadoras Elaine Moraes e Bruna Uncini, procuradora especial e procuradora adjunta da Mulher, respectivamente.


Também participaram a prefeita Carmen Zanotto, o presidente da Câmara, vereador Maurício Batalha Machado, representantes das forças de segurança, entidades da sociedade civil e profissionais da imprensa, que compartilharam experiências sobre a cobertura jornalística de casos de violência.
Durante o evento, foi apresentado o “Guia de Boas Práticas para a Cobertura Jornalística de Casos de Violência Contra as Mulheres”, elaborado pela pesquisadora lageana e doutora Melissa Amaral.
O material reúne 21 práticas para orientar profissionais da comunicação, desde a produção da pauta até a publicação da reportagem. Entre os principais pontos estão compreender, respeitar, contextualizar, responsabilizar e proteger.


A proposta é clara: informar sem transformar a dor da vítima em espetáculo.
Uma cobertura inadequada pode aumentar a exposição, contribuir para a culpabilização e provocar uma nova violência contra quem já sofreu.
O guia também aborda diferentes formas de violência, incluindo física, psicológica, sexual, moral, patrimonial, política de gênero, digital e vicária.


Para a autora, a comunicação também possui um papel educativo e pode contribuir para mudar comportamentos e tornar a sociedade mais consciente.
Informação também pode proteger
Para quem trabalha com comunicação, especialmente em casos policiais, o assunto merece atenção.
A busca pela informação, pelo impacto e pela audiência não pode deixar de lado ética, responsabilidade e respeito à vítima.
No jornalismo, muitas vezes, a pergunta não deve ser apenas “podemos publicar?”, mas também:
“Como publicar sem causar ainda mais sofrimento?”
Esse é um debate que interessa não somente aos profissionais da imprensa, mas a toda sociedade.
Em caso de violência, procure ajuda
190 – Polícia Militar
181 – Polícia Civil
180 – Central de Atendimento à Mulher
A Procuradoria Especial da Mulher da Câmara de Lages também disponibiliza atendimento pelo telefone (49) 3251-5493.
Lutar pelo fim da violência contra a mulher é dever de todos.
Fonte: Câmara de Lages | Fotos: Gugu Garcia

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