Em menos de 15 dias, Lages registrou dois casos que terminaram de forma trágica, com idosos perdendo a vida em circunstâncias que chocaram toda a comunidade. Situações que levantam um alerta e nos obrigam a refletir sobre a proteção das pessoas idosas.
Não se trata de apontar culpados. O momento é de pensar no que podemos fazer para evitar que novas histórias como essas aconteçam.
Muitos desses idosos trabalharam a vida inteira, criaram famílias, ajudaram no desenvolvimento da cidade e agora merecem viver essa fase da vida com dignidade, respeito e segurança.
Lages possui mais de 30 mil moradores com 60 anos ou mais. A pergunta que fica é: nossas políticas públicas acompanham essa realidade? Existem ações suficientes de prevenção, acompanhamento e assistência para quem está em situação de vulnerabilidade?
É fundamental que os governos federal, estadual e municipal ampliem os investimentos em programas voltados à população idosa, fortalecendo a assistência social, a saúde, o acompanhamento domiciliar e as redes de proteção.
Mas essa responsabilidade não é apenas do poder público. A sociedade também precisa fazer sua parte. Familiares, vizinhos, amigos e toda a comunidade devem estar atentos aos sinais de abandono, negligência e violência. Uma visita, uma conversa ou uma denúncia podem salvar uma vida.
Cuidar dos nossos idosos é um dever coletivo. O respeito que oferecemos hoje será o exemplo da sociedade que queremos construir para o futuro.













